Sábado, 16 de Agosto de 2008

E o homem mais rápido do mundo é... o mesmo!

Ainda no clima olimpico estou uma noite em claro para não perder tudo que teve de intenso nesse dia olímpico, até entrei no fuso de Pequim!

Antes de falar dos 100 metros rasos queria comentar algumas realizações brasileiras hoje, como por exemplo (e que exemplo) o Cesão de ouro, que trouxe a primeira medalha de ouro da natação brasileira, mas o que me impressionou foi o cubo d'agua de pé e emocionado com o nadador tupiniquim, nem parecia que esse mesmo público acabava de ver Phelps ganhar sua sétima medalha de ouro por um centésimo, ainda quero comentar sobre futebol, sei que muitos vão dizer você torce contra a seleção masculina, e não nego a ultima vez que me vi tão torcedor foi na copa de 94, mas camarões estava engasgado e ficou mais ainda ao ver o goleiro deles fazendo graça (me lembrou o goleiro da suécia na semi de 94), ai torci mesmo, e gritei nos gols como se fosse do glorioso!
Ai então me foquei no volei de quadra masculino, contra a gigante Polônia e no inicio achei que havia acabado nossa hegemonia, porém ao ver o Giba chamar o bloqueador 10 cm mais alto que ele e bater no peito fiquei tranquilo e aguardei apenas o 3x0 ser confirmado.
Mas não mudei de esporte, apenas de piso, na areia estavam lá um dos poucos ouros que temos certeza, mas com 1x0 em set contra e 20X18 no segundo tempo para os russos ai o Ricardo erra o ataque, em segundos pisquei e pensei que se esse ouro não vem nenhum mais virá, eis que o peso de ser campeão olímpico apareceu e não sei descrever o que aconteceu dali em diante, mas sei que os russos também não estão conseguindo dormir como eu.
Mas o assunto é o homem mais rápido do mundo, depois de Ben Johnson e Donovan Bailey, Asafa Powell já começava a fazer justiça e levar a Jamaica ao topo dos velocistas, porém Bolt hoje colocou a jamaica em seu lugar, além de ter 3 homens entre os mais rápidos do mundo, fez uma prova sem igual onde a poucos metros do fim se deu ao luxo de relaxar a acenar sendo que q prova durou 9s69, e apenas para comparação o medalhista de prata fez o tempo de 9s89, o que dizer mais além de tentar baixar a adrenalina e dormir?

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Pequim 2008 - Paraíso ou Inferno?

A pouco um amigo pelo MSN me perguntou uma opnião sobre Pequim 2008 com relação às outras olimpiadas, confesso que não havia pensado nisso e percebi o profundo asco com relação a essa olimpiada.

Porque passa do limite ver um Carlos Nuzman fazer quase o elogio da poluição ou se jactar pela maior delegação brasileira da história, quando só 12% de nossa rede escolar tem quadras de esporte.

Aliás, quanto mais medalhas o Brasil ganhar, mais ficará demonstrado o desvio de sua não-política esportiva, porque privilegia o alto rendimento em vez da inclusão social ou a saúde pública por meio da prática de esportes.

Dá engulhos ver a cartolagem em hotéis de até sete estrelas enchendo a boca para dizer que esporte e política não se misturam, quando nada foi mais político do que escolher Pequim para receber os Jogos, cidade que, além de poluída, é uma capital que se notabiliza por cercear direitos básicos da cidadania.

É claro que verei tudo, é claro que me emocionarei com as vitórias brasileiras, como com a festa de abertura.

É evidente que torcerei para que aconteçam triunfos como nunca, porque tenho a surpreendente capacidade (surpreende a mim mesmo, diga-se) de voltar a ser criança a cada competição em seu apito inicial.

Sim, eu sei que serei capaz de me comover às lágrimas até com a superação de um atleta que não seja conterrâneo, como já me aconteceu inúmeras vezes.

Mas é preciso que se diga que mais que em Atlanta, quando os Jogos Olímpicos modernos comemoraram cem anos e a Coca-Cola alijou Atenas de recebê-los num crime contra a história, esta edição chinesa é um soco em quem associa o esporte à saúde e à liberdade.

Lamento sentir assim, mas quem viu a inesquecível festa de Barcelona-1992, cujos equipamentos até hoje são utilizados por quem os pagou, os catalães, além da hospitalidade que recebeu o mundo tão bem, não dá para engolir Pequim-2008.

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